.: Matérias Jardim Simus Edição Nº 20 :.
 
.: Editorial :.

Esta edição do Bairro em Foco – Jardim Simus e Cia. traz para o leitor informações direcionadas para os moradores da região e também matérias de interesse geral.
O destaque vai para a entrevista exclusiva com o Prof. Dr. João José de Oliveira Negrão, especialista em economia que falou sobre os reais efeitos da tão falada crise financeira mundial e sua influência de fato em nosso dia-a-dia. Ainda sobre dinheiro, também oferecemos um perfil da recém criada Associação dos Devedores do Estado de São Paulo.
Sobre o crescimento de alternativas de mercado na Zona Oeste, falamos sobre o Sensual Shop, inaugurado há poucas semanas no Wanel Ville, com a intenção de atender às mulheres mais discretas. Outra riqueza desta região da cidade é o Núcleo “Entreatus” que montou a peça “O Inspetor Geral” e irá realizar uma temporada na Usina Cultural.
O jantar de apresentação da nova diretoria da SAB do Jd. Simus também tem espaço no jornal. O evento aconteceu no início de março e foi um sucesso. Também com êxito, a escola José Reginato realizou a festa do carnaval em homenagem a Carmem Miranda. Já a escola Rosa Cury, no Jd. Americano, realizou a primeira reunião de pais do ano.
A paróquia Santa Maria Madalena realizou uma palestra para esclarecer mais informações sobre a Campanha da Fraternidade 2009. Outra ação concreta são as realizadas pela AMAS (Associação Amigos dos Autistas de Sorocaba). Primeiro uma Caminhada de conscientização, que culminará com um show musical. Em seguida a “Ação entre amigos” que vai sortear um carro 0Km.
Importante também salientar a matéria sobre o projeto de coleta seletiva e reciclagem que a Prefeitura de Sorocaba está implantando na cidade. Além disso, contamos a história de Alexandre Grandi, um ex-dependente químico, que hoje usa sua experiência para auxiliar que não consegue largar o vício.
Esperamos mais uma vez atender aos anseios dos nossos leitores, oferecendo boas notícias e entretenimento. A todos, boa leitura!

Jota Abreu

 

.: SAB do Jd. Simus apresenta nova diretoria em jantar :.

Um animado Jantar Dançante marcou a apresentação da nova diretoria da Sociedade Amigos de Bairro para os moradores do Jd. Simus. O evento aconteceu no dia 7 de março no salão da Associação dos Sub-Tenentes e Sargentos da Polícia Militar, no bairro mesmo.
Cerca de 180 pessoas jantaram na companhia agradável da música de Claudinho Bossa Nova e Évelin Vieira.
Segundo a nova presidente da SAB, Cleonice de J. S. Vieira, o evento organizado pela entidade foi um sucesso. “As pessoas me perguntaram diversas vezes quando será o próximo”, revela orgulhosa. A renda obtida com o jantar foi toda revertida para a realização do mesmo.
Além da presença maciça dos moradores, também compareceram os vereadores José Antônio Caldini Crespo (DEM) e Coronel Rozendo de Oliveira (PV). Este último que demonstrou grande habilidade para dançar. Além deles, também esteve no jantar o Dr. José Jarbas Grecchi Pismel, membro do Conselho Municipal de Saúde.
A diretoria da SAB deseja agradecer a todos os que colaboraram para a realização do Jantar Dançante: Bertim Eventos, na pessoa de Almerinda Bertim; Equipe de cozinha da comunidade Nossa Senhora do Desterro; Sargento Benedito Vicente dos Santos, diretor regional da Associação dos Sub-Tenentes e Sargentos da Polícia Militar; William O. D’Amaro, que foi o mestre de cerimônias; e todos os membros da nova diretoria.


.: Sensual Shop é atração na Zona Oeste :.

Acessórios para aquecer os momentos de intimidade. Para muitas mulheres, um tabu intransponível. Outras ficam receosas ao abordar o assunto, embora exista uma curiosidade oculta. Na intenção de não expor as mais discretas, a ex-assistente comercial Andréia Dias pensou uma boa solução. Junto ao salão de beleza de Eduardo Guilherme no Wanel Ville, onde era cliente, ela sugeriu a criação de um “Sensual Shop”, uma espécie de Sex Shop discreto, voltado para as pessoas que não se sentem à vontade em frequentar um estabelecimento nos moldes tradicionais. Assim nasceu o “Arsenal da Sedução”.
Ao lado da sócia Márcia Silvério, Andréia conta que a ideia é estimular mais a sensualidade do que o erotismo. “Fizemos uma pesquisa e nos sex shops a frequência é 60% masculina”, afirma. O motivo, segundo ela, é que as mulheres têm mais vergonha. “Aqui é um salão de beleza. A mulher vem para ficar bonita e pode levar um atrativo a mais”, explica.
No “Arsenal da Sedução” é possível encontrar lingeries criativos, loções, cremes, óleos para massagem, além de acessórios para a “hora H”. Também há artigos mais ousados em um local reservado. A proprietária ressalta que “o atendimento é personalizado e individual para conhecer a linha completa de produtos”.
Em breve, Andréia irá inaugurar a loja virtual www.arsenaldaseducao.com.br quando irá vender os produtos para todo o Brasil, com variedade nas formas de pagamento. Os preços praticados nesse mercado costumam ser altos, mas Andréia garante que consegue atender aos clientes com custo baixo. O “Arsenal da Sedução” fica na Av. Paulo Emanuel de Almeida, 140, no Wanel Ville. O telefone do Sensual Shop é 3321.3918 . O atendimento é de terça a sábado das 9h30min às 18h30min.

.: O ano começou em festa na Escola José Reginato no Jd. Simus :.

O centenário do nascimento da cantora Carmem Miranda foi o tema do Carnaval da Escola Estadual Professor José Reginato, através de documentários, CD’s, DVD’s, pesquisas na internet, livros e revistas. Os alunos da escola do Jardim Simus descobriram, conheceram e se encantaram com a “Pequena Notável”.
Um baile de carnaval com direito a desfile de fantasia envolvendo o Ensino Fundamental Ciclo II e o Ensino Médio deu início a uma série de eventos que deverão acontecer no ano de 2009.
Nos dias que antecederam ao ‘baile de carnaval’, corpo docente, coordenação e direção, juntamente com alunos, soltaram a imaginação e assim transformaram a quadra num grande salão de festa.
Não faltaram fantasias criativas, elaboradas e críticas. Até o “Presidente Obama” esteve presente na escola, com direito a discurso e tudo. Segundo a professora Fátima Pastura, os alunos tiveram que exercitar o trabalho artesanal na confecção das fantasias. “Passamos horas agradáveis e pudemos apreciar o trabalho artístico de nossos alunos, que tiveram todo apoio do corpo docente que também vestiu sua fantasia e celebrou a alegria”, encerra.

.: Escola Municipal “Rosa Cury” realiza primeira reunião de pais do ano :.

Nos dias 17, 18 e 19 de fevereiro a E.M.”Rosa Cury” do Jd. Americano realizou sua primeira reunião de pais com as classes de Educação Infantil (1ª e 2ª etapas) e Ensino Fundamental (1º e 2º anos e 2ª, 3ª e 4ª séries).
A equipe de gestão da escola elaborou a pauta da reunião pensando em esclarecer os possíveis anseios dos pais e familiares. Com isso, foram tratados assuntos como: Missão da escola, Metas, Proposta Pedagógica e linha de trabalho, Construção PEPP (Projeto Político Pedagógico), Ensino Fundamental de 9 anos, Ficha de avaliação de desenvolvimento e rendimento escolar. Além disso, foi abordado o regimento escolar, no qual foram assinalados tópicos como assiduidade, uniforme, APM, horários de entrada e saída e avaliações externas.
Logo depois, os pais se dirigiram às salas de aula para o primeiro contato com os professores e explanação sobre a linha de trabalho que será desenvolvida em 2009.
Os professores de educação física Prohaska e Marçal também compareceram nas salas de aula para explicação aos pais sobre as especificações dos trabalhos.

.: “O Inspetor Geral” é a nova produção do Núcleo Entreatus :.

Uma cidadezinha do interior fica agitada com a chegada de um homem que vai inspecionar a administração pública. O lugar é um covil de corruptos liderado pelo prefeito. As ruas estão sujas, as obras públicas, quando existem, estão abandonadas. Crimes são cometidos à luz do dia.
Assim começa a comédia teatral “O Inspetor Geral” (de Nikolai Gógol), uma produção do Núcleo Entreatus, que será apresentada na Usina Cultural, Avenida Dom Aguirre, em Sorocaba, cumprindo temporada de abril a junho. A peça, que tem o apoio da LINC – Lei de Incentivo à Cultura, ganhou uma adaptação inovadora: ambientada na década de 30, com dança, trilha sonora ao vivo e diálogos cantados.
O espetáculo reflete sobre problemas sociais, como a corrupção e o abuso de poder. Mas os trapaceiros se dão mal: eles confundem o inspetor geral com um falsário que está de passagem. O espertalhão passa a se aproveitar de tudo que eles oferecem para tentar manipulá-lo e assim esconder as falcatruas do grupo.

Ensaios Didáticos gratuitos

Nos dias 4, 5, 10 e 11 de abril, às 20 horas, na Usina Cultural, o Núcleo Entreatus estará realizando Ensaios Didáticos com entrada gratuita. Algumas cenas da peça serão apresentadas, como também haverá a cada noite uma discussão sobre o processo de elaboração artística, a pesquisa, a vida do autor, tudo relacionado à montagem.
O espetáculo será apresentado de 18 de abril a 7 de junho, aos sábados, domingos e feriados, 20 horas, com cobrança de ingressos a preços populares: R$ 10 reais (inteira) e R$ 5 reais (estudantes, classe artística, idosos e professores, mediante comprovação).
O Núcleo Entreatus tem sede na Zona Oeste. Mais informações sobre o espetáculo podem ser obtidas pelo telefone: (15) 3202 6622 e 9113 5658, ou através do e-mail: entreatus@uol.com.br

.: Coleta Seletiva: benefícios econômicos,
sociais e ambientais para as gerações futuras :.

Poucas vezes se falou tanto em preservação do meio ambiente como nos últimos anos. E talvez a maior causa de agressões à natureza seja a destinação que se dá ao lixo. Os aterros sanitários de Sorocaba (que também atendem algumas cidades da região) estão com a vida útil por um fio. Novas áreas pretendidas enfrentam trâmites burocráticos por ferirem as leis ambientais ou estarem próximas a bairros residenciais.
No Brasil, cidades como Niterói (RJ), Vitória (ES), Curitiba (PR) e Barueri (SP) são exemplos de luta contra os aterros. Bem sucedidas experiências de coleta seletiva de resíduos diminuíram de forma contumaz o volume armazenado. Cerca de 40% do lixo doméstico pode ser reciclado. Mas para que isso aconteça é necessário separar os materiais por suas propriedades (papel, metal, vidro e plástico), além de pré-higienizar, para facilitar o manuseio.
Em Sorocaba existe o Programa Municipal de Coleta Seletiva, que tem como foco a promoção da reciclagem através de apoio à formação de cooperativas de catadores de materiais recicláveis. É um passo para a sustentabilidade ecológica e social, contribuindo para o bem estar das gerações futuras.
A cidade está dividida em 6 regiões estratégicas atendidas por 10 núcleos de 4 cooperativas: Reviver, Coreso, Ecoeso e Catares. Os catadores recolhem o lixo reciclável porta a porta nas residências cadastradas, sempre no mesmo dia da semana e na mesma faixa de horário. “Isso evita ficar revirando o lixo. Além de conferir mais dignidade para o catador, impede o contato com resíduos tóxicos ou que possam deixá-los feridos”, explica Miguel Almeida, cooperado voluntário. Ele conta que existem dois tipos de cooperados: os voluntários (como ele) que não dependem da cooperativa para seu sustento e os não-voluntários, que são os catadores. Eles recebem pelo que recolhem. Além disso, há uma contribuição obrigatória com a previdência, visando garantias para o futuro. Para ser cooperado também é necessário ser maior e não ter impedimento legal.
Para Miguel, o sistema beneficia a cidade em três níveis: Econômico, pois gera recursos; Social, com a inclusão; e Ambiental, através da coleta de resíduos.
A atuação da Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria das Parcerias (Separ), se dá por meio de apoio logístico e medidas operacionais, tais como: locação de barracões e cessão de equipamentos como prensas, balanças, equipamentos de segurança, caminhões, elevador e transportador de fardos, bags, mesas de separação, computadores, mesas e cadeiras para escritório, carrinhos, fogão e geladeira.
O objetivo do programa é ter coleta seletiva em 100% da cidade até 2012. Hoje são 230 catadores atendendo cerca de 23 mil residências atendidas que proporcionam a coleta de uma média de 320 ton/mês de material reciclável. No entanto, o potencial de geração é bastante superior a essa capacidade, chegando à média de 420 ton/dia, sendo que cerca de 70% do volume representa material reciclável.
Todas as Cooperativas de Coleta Seletiva de Sorocaba prestam contas à Prefeitura por meio de relatórios bimestrais. Eles são avaliados quanto à necessidade de expansão dos núcleos.
É necessário que toda a população se conscientize da importância da coleta seletiva.
Serviço: Para ter o lixo recolhido para a reciclagem basta se cadastrar pelo telefone da Secretaria de Parcerias: 3238-2414.

.: “Quem pensa em ampliar o seu negócio, faça!”:.

O Doutor em Ciências Sociais João José de Oliveira Negrão concede entrevista exclusiva para o Bairro em Foco falando sobre a tão comentada crise econômica mundial, e como ela reflete no dia-a-dia. O entrevistado também é jornalista, professor da Uniso, assessor político, além de ser autor de dois livros. Acompanhe:

Bairro em Foco - Se os problemas financeiros americanos parecem encaminhados para uma solução positiva, haja visto a eficiência dos planos do presidente Barack Obama, por que ainda se fala tanto em crise?
João Negrão – Porque é muito grave. Comparável, ou talvez maior que a de 1929. Ela tem abalado os fundamentos que a dinâmica econômica pregou nos últimos 30 anos, quando no mundo inteiro o estado era tido como incompetente e incapaz. No entanto, na crise, todo mundo se voltou para o estado. Na prática, o que o Obama e a Inglaterra estão fazendo é estatizar o sistema financeiro.
Houve uma bolha tão grande no capitalismo neo-liberal que o sistema financeiro ficou deformado. Ele passou a ser mais importante do que o segmento produtivo. Só que dinheiro não produz nada. Quem produz é o dinheiro investido.
Nos EUA, havia uma boa capitalização e eles começaram a emprestar de qualquer maneira. A tal “subprime”, é um empréstimo de baixa garantia. Muita gente que já tinha uma ou duas casas, adquiriu um financiamento sem muitos critérios e começou a não pagar. Como havia uma cadeia, na qual financeiras pequenas se agarravam em outras maiores, 1 dólar emprestado chegou a se tornar 44 dólares. E isso é cassino, porque dinheiro não é produto com sustentação.

BEF - Entre uma marolinha e uma tempestade, qual é o real efeito da crise financeira mundial para o Brasil?
JN - Os países mais adeptos ao neo-liberalismo são os que mais vão sofrer. A Argentina, por exemplo, não tem nenhum banco estatal. O Brasil está encarando bem a crise, porque embora no governo FHC o pensamento neo-liberal fosse forte, ele não tomou conta da economia. Nós ainda temos Banco do Brasil, Nossa Caixa e uma série de bancos estatais que estavam capitalizados e puderam continuar cedendo crédito para o sistema produtivo.
Temos hoje uma economia integrada. Poucos países têm um sistema econômico autárquico. Estamos sofrendo os efeitos da crise nos setores que tem como foco a exportação. De maneira geral, quem foca o mercado interno não está sofrendo. Tudo isso por medidas do governo que implicaram na reversão do processo de privatização que vinha acontecendo. Não que a economia necessite ser totalmente estatizada. Porém, ter o estado democraticamente articulado como indutor é um elemento fundamental, pois o mercado por si só não é capaz de se regular e de organizar a sociedade produtiva. Essa crise é no fundo culpa do fundamentalismo mercadista.

BEF - Até que ponto as demissões são efeitos da crise? Você acha que a mídia pode ter exagerado na pedagogia do medo e contribuído para as atitudes do mercado?
JN – Aí tem um emaranhado de coisas. Inclusive o oportunismo do capital. Na sociedade contemporânea grupos de frações sociais querem melhorar sua posição relativa. Quando a economia está crescendo é melhor para os sindicatos e trabalhadores, pois se encontra melhores condições de negociação.
Parte destas demissões é de quem está com foco no mercado externo. Contudo, existem segmentos que estão aproveitando para reduzir a massa salarial e aumentar a margem de lucro. O empresário demite e depois contrata com salário menor.

BEF – Se fôssemos medir de 1 a 10, quanto seriam as demissões necessárias e quanto seriam as oportunistas?
JN - É difícil. Você pode ter determinada empresa em que parte das demissões tenha sido pela redução da produtividade. Mas ela aproveita para aumentar essa parcela. Por outro lado, o saldo do emprego em janeiro e fevereiro no Brasil foi positivo. Estamos tendo muita demissão na indústria. Mas em termos de desemprego em geral, houve contratações. O mercado interno está fortalecido. O consumidor está um pouco assustado, adiando o consumo, mas mesmo assim está mantendo a estrutura de consumo interno, que é o grande “colchão” que diminui o impacto da crise.

BEF - O fato de o Brasil não emprestar dinheiro do FMI como em outras crises mostra que estamos bem preparados para enfrentá-la?
JN – Na crise da Ásia e na do México, o Brasil ficou fragilizado e recorreu ao FMI justamente pela estruturação que havia. Dessa vez, não ir ao FMI mostra o acerto das políticas econômicas de resultados a longo prazo e que influenciam na infra-estrutura do país. Algumas medidas, como evitar a desconstrução do estado com as privatizações, proporcionaram esse amortecimento. Eu tenho 50 anos, e desde que passei a tomar conhecimento das coisas, se fala da dívida externa. O Brasil hoje é credor externo. Temos bala na agulha para segurar essa crise.
Um ponto importante é a diferença entre medidas econômicas de medidas sociais. Elas não são separadas. Ao contrário, estão absolutamente ligadas. As medidas sociais garantiram a vitalidade do mercado interno. O aumento do salário mínimo, o bolsa família, entre outras ações, integraram a esse mercado mais de 25 milhões de pessoas que não consumiam nada. É esse aquecimento que torna uma crise tão grave lá fora, mais amena no Brasil.

BEF - Em termos de Sorocaba, o que você acha?
JN - Pelo fato de termos uma indústria de ponta, forte nas exportações, o efeito é significativo. A prefeitura poderia tomar algumas medidas sociais com desdobramento econômico, como por exemplo, os desempregados conjunturais poderiam ter seis meses ou um ano para pagar IPTU, água e luz. Assim a pessoa pode permanecer consumindo alguma coisa. Claro que de forma controlada. Porque políticas sociais são políticas econômicas. Se o sujeito não conseguia comprar iogurte para o filho, e passa a comprar, começa a girar a roda da economia. Ela vai crescer quando for bem distribuída e mais gente participar. Aquela máxima do governo militar: “vamos fazer o bolo crescer para depois dividir”, não está correta. O bolo cresce quando está sendo dividido. Ficou comprovado na história de muitos países. Quanto melhor for a distribuição, maior vai ser a tendência de que a economia entre num círculo virtuoso.

BEF – O Bairro em Foco acompanha o crescimento e a mudança de perfil de comércios de bairro, até onde este comércio será afetado?
JN – Minha esposa trabalha numa escola que, em vez de oferecer o material escolar, cede um determinado valor para que a própria criança compre em papelarias cadastradas do bairro. Tudo com apresentação de nota fiscal. Isso aquece o mercado local.
O pequeno comércio foi o que mais melhorou a capacidade de consumo. A pessoa muitas vezes não tem carro e então compra onde consegue ir a pé. Moro no Jd. Simus e só compro no açougue perto de casa. O grande supermercado vende com preço mais baixo, mas a carne que eu compro no bairro, não precisa limpar. Além de ter atendimento personalizado. Eu telefono para lá e em uma hora o meu produto está empacotado, pronto para chegar em casa e ir para o freezer.
Esses empresários às vezes são desprezados. Mas quando se analisa a massa de emprego e de renda gerada, essas empresas são parte do amortecimento que o Brasil tem com relação à crise. O incentivo à pequena empresa é melhor para todo mundo.

BEF – Enquanto jornal de bairro, sentimos que podemos colaborar com o comércio local, ajudando o pequeno empresário a se mostrar, com baixo custo, ao mesmo tempo que oferecemos ao morador novas alternativas de consumo próximas a ele...
JN – Não tenha dúvida. Até porque esse empresário não tem condições, e às vezes sequer interesse em ser cliente de uma agência de publicidade.
Essa pequena economia é um braço importantíssimo da economia nacional.

BEF - Alguma última mensagem para os nossos leitores?
JN - É preciso ter cuidado com o chamado “Espírito de Manada”. Tudo vai muito bem, e de uma hora para outra vai tudo muito mal? Não! Vamos ter clareza do momento. Alguns segmentos estão com dificuldades. Entretanto, no conjunto, a economia continua em ritmo acelerado. Talvez menos do que estava. Mas, não entramos em recessão e provavelmente não vamos entrar. Os indícios mostram que a partir do meio do ano, retomamos uma subida na economia.
O pânico é o pior conselheiro e não há razões concretas para ele. Não podemos medir a economia só pela Bolsa de Valores, porque aquilo é apenas um sintoma. Precisamos medir pelo concreto e não pela especulação, como se faz na bolsa. Se todos acreditarem que vai cair, é uma profecia que se realiza. E isso tudo é um pouco culpa da mídia. Por isso precisamos nos guiar pelo concreto que é a produtividade, hoje praticamente a mesma do ano passado. É uma fase de crescimento menor e não de decréscimo.
Não vamos ter uma crise de desemprego ou desabastecimento. Então para quem está pensando em investir, em ampliar o seu projeto, o seu negócio, faça!

.: Caminhada em Prol do Autismo :.

Diante de muitos problemas enfrentados, a AMAS (Associação Amigos dos Autistas de Sorocaba) tem dificuldade em divulgar o autismo. Na realidade, segundo João Ferreira de Araújo, presidente da instituição, muitas pessoas não sabem o que é autismo, o que dificulta bastante o trabalho.
Dia 2 de abril é considerado pela ONU o Dia Internacional do Autismo. Em virtude disto, a entidade realizará no dia 05/04 a 1ª Caminhada Para Conscientização do Autismo e show de enceramento com o grupo de chorinho Casa de Marimbondo, às 9h no Parque das Águas em Sorocaba, em parceria com a Prefeitura e o SESC.
Para participar, a pessoa deverá usar uma camiseta desenvolvida para a ocasião e que está à disposição na Instituição pelo valor de R$ 15,00.
Importante lembrar que as maiores dificuldades da associação são de ordem financeira, uma vez que a manutenção é feita através de doações e eventos.
A AMAS fica na Rua Nova Odessa, 201, Jd Vera Cruz. Mais informações pelo telefone: 3222.4646.

.: Associação orienta gratuitamente endividados :.

Que atire a primeira pedra quem nunca precisou de um financiamento para a compra de um bem de alto valor. Ao entrar numa dessas, no primeiro tropeço, chegam as cobranças. Alguns sentem-se desmotivados e até humilhados com a situação, muitas vezes causada por desemprego, falta de planejamento, etc.
Com o intuito de ajudar os endividados, Douglas Camargo Pinto, bacharel em Direito, criou a Adesp, Associação dos Devedores do Estado de São Paulo. Uma entidade não-governamental e sem fins lucrativos.
O projeto é uma união de membros da iniciativa privada que dá orientação gratuita para quem não consegue sair das dívidas. “Nós não encaminhamos o processo. Apenas informamos quais as alternativas que a pessoa tem para conseguir sair do sufoco”, explica Douglas, que é o presidente da Adesp.
Ele conta que existem dois tipos de devedores: o que não está com suas contas em atraso e o inadimplente. “É claro que o inadimplente é o que mais precisa de orientação. Mas se houver alguém que esteja com suas contas em dia e quiser alguma dica, também pode nos procurar,” ressalta.
Atualmente, o presidente trabalha na campanha pelo fim do preconceito na admissão de emprego. Segundo Douglas, alguns empresários deixam de contratar profissionais gabaritados por conta de constarem contra eles pendências jurídicas. “Isso não pode acontecer, pois é uma desmoralização”, afirma. Com mais pessoas tendo seu nome limpo, o presidente da Adesp afirma que essa prática pode ser evitada. Ele diz que “é preciso que a sociedade discuta o tema. Muitas pessoas têm sido prejudicadas por esse preconceito”.
Para utilizar os serviços da Adesp, basta entrar no blog www.adespsorocaba.blogspot.com, fazer o cadastro e enviar a sua pergunta através de e-mail. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3222.1735.

.: AMAS sorteia Gol 0Km :.

Já pensou comprar um Gol prata, 0km, Geração 5, quatro portas, por apenas 10 reais? Basta colaborar com a AMAS (Associação Amigos dos Autistas de Sorocaba) que está promovendo mais uma “Ação entre amigos” como forma de arrecadar fundos para a entidade. O prêmio será entregue através de um sorteio pela Loteria Federal, no dia 12 de agosto. Para participar, qualquer pessoa (amigos, colaboradores, etc.) pode entrar em contato com a instituição e depois é só torcer. O telefone para contato é 3334-4401.
A “Ação entre amigos” tem a finalidade de dar continuidade aos trabalhos oferecidos pela AMAS, como tratamentos médicos, dentários, entre outros. Como todos esses profissionais e equipe técnica geram um custo para a instituição, periodicamente estas ações se fazem necessárias.

.: Paróquia Sta. Maria Madalena
do Ouro Fino promove Campanha da Fraternidade :.

A Campanha da Fraternidade de 2009, promovida em âmbito nacional pela CNBB, tem como tema “Fraternidade e Segurança Pública”, e lema “A paz é fruto da justiça”.
A Equipe Arquidiocesana da CF-2009, esteve na Paróquia Santa Maria Madalena, no Ouro Fino, no dia 18 de março, para a palestra “O Conflito e a Industria do Medo”. Os palestrantes foram Dr. José Pedro Zaccariotto, responsável pelo DEINTER/7, o Dr. José Augusto de Barros Pupim, Delegado da Infância e Juventude em Sorocaba e a Psicóloga Regina Piccinato.
O evento abordou as causas do medo, o medo real do perigo presente e o medo subjetivo que vem através de pensamentos, imaginação. Segundo os palestrantes, os meios de comunicação provocam insegurança com seus programas apelativos que insultam a violência, o ódio e a vingança. Também foi destacado o papel das famílias na educação dos filhos, para que não terceirizem o trabalho que compete aos pais com afetividade. “Só eles podem passar valores cristãos e morais a seus filhos. Não deixando essa tarefa para a escola, que tem outro papel na sociedade”, afirmaram os palestrantes. Segundo eles, a família é o grande canteiro de semeadura do bem, do amor, do respeito a si e ao outro. Para a Igreja Católica, que vive a Quaresma, esse é um tempo de conversão. Uma renovação misericordiosa e, com isso, novas atitudes com vistas à paz na justiça social.
Em Sorocaba, foi realizado o lançamento do Texto-Base da CF-2009 em 17 de dezembro com a presença de várias autoridades ligadas a segurança. Um mês depois foi realizada a primeira etapa de formação do Texto-Base com as presenças do Secretário Municipal de Segurança Comunitária, Dr. José Roberto Fieri (Advogado, membro da Pastoral Carcerária), Padre Rubens da Silva Dalmazo Paróquia Santa Maria Madalena, e dos vereadores Hélio Godoy (PSDB) e Anselmo Neto (PP).
Depois a Equipe de Coordenação Arquidiocesana da Campanha da Fraternidade iniciou um trabalho nas áreas pastorais de Sorocaba e Região, visitando diversas paróquias para formação. Além de diversos bairros na cidade, a equipe esteve em cidades como Piedade, Araçoiaba da Serra e Boituva.

.: Acupuntura é tratamento alternativo sem remédio :.

Para a Medicina Tradicional Chinesa, toda doença nasce a partir de um desequilíbrio energético que pode ser originado pelo excesso das emoções (raiva, tristeza, preocupação, medo) ou quando o corpo é invadido por energias perversas (frio, calor, umidade, vento). Baseada nisso, a acupuntura foi criada na China há aproximadamente 4.500 anos.
A técnica de tratamento consiste basicamente na inserção de agulhas especiais em determinados pontos espalhados pelo corpo. Eles são, na maioria das vezes, locais de encontro de várias terminações nervosas que quando estimulados pela agulha, liberam substâncias analgésicas proporcionando o alívio da dor. A escolha dos pontos e da técnica a ser utilizada vai depender do diagnóstico feito pelo terapeuta na primeira sessão. A duração, a freqüência e o tempo das sessões vão depender das condições, da gravidade e do tempo da evolução da doença. Geralmente são necessárias de 10 a 12 sessões semanais que levam em media de 30 a 60 minutos.
Muitas pessoas evitam o tratamento pela acupuntura devido ao medo das agulhas. Para essas pessoas, a terapia pode ser feita com imãs (magnetoterapia), sementes (fitoacupuntura), laser (laserpuntura), luzes coloridas (cromopuntura) ou mesmo massagens nos pontos determinados.
O maior benefício da acupuntura é proporcionar condições ao organismo para se autocurar, eliminando os fatores patológicos e restabelecendo o equilíbrio físico e mental. Entre as doenças tratadas pela acupuntura pode-se citar: stress, ansiedade, insônia, depressão, dores de cabeça, distúrbios menstruais, dores na coluna, joelhos, ombros, gastrite, constipação intestinal, obesidade, infertilidade, palpitações, distúrbios da menopausa, gripes, alergias, tabagismo, alcoolismo, além de auxiliar no controle do diabetes, pressão alta etc. Para as crianças: tratamento de fobias (medos), enurese noturna (xixi na cama), traumas, insônia, dificuldade de atenção e concentração escolar, hiperatividade, alergias, etc.

.: O alerta para quem AINDA tem alegria, família, emprego e paz :.

“Quando ajudo o próximo, também sou ajudado.” Essa foi a saída que Alexandre Grandi Leite encontrou para o beco com o qual se deparou na sua vida de contato com todas as drogas imagináveis e o álcool. Maconha, inalantes, injetáveis e bebidas levaram o ex-bancário a jogar no lixo o que tinha conquistado com trabalho. Leite havia se tornado adicto, alguém excessivamente apegado e dependente. Após viver experiências como ser preso, baleado, tentar suicídio e perder a memória, além de 13 internações, chegou ao ponto crucial para todo usuário compulsivo conseguir parar: querer. “Eu queria parar de sofrer e não de beber”, lembra. A décima quarta passagem por uma casa de reabilitação abriu os olhos para que ele notasse que a única solução para sair do fundo do poço era ver outras pessoas na mesma condição e não desejar aquilo para si. “Continuo em tratamento. Cada vez que vejo alguém chegar mal aqui, me recordo que não posso voltar a esse estágio”, descreve.
Hoje, Alexandre é um dos coordenadores da chácara do Grupo de Recuperação e Apoio Rumo Certo (GRARC), que tem na presidência Celso Catto Júnior e Mauro Roberto Nicoletti, outros dois ex-viciados.
A entidade conta atualmente com cerca de 70 internos. Alexandre revela que muitos chegam lá sem admitir a dependência e dizendo que têm família, emprego, etc. “Nós dizemos ‘Você ainda tem essas coisas. Mas se continuar assim...’”, relata. Para ele, o dependente não pode repetir os mesmos erros na tentativa de conseguir um resultado diferente. Por essa razão, o GRARC usa um conjunto de etapas a serem alcançadas durante o tratamento, que eles chamam de 12 passos. “Os adictos têm uma doença física, mental e espiritual ao mesmo tempo. Para combater, é preciso tratar os três aspectos”, relata.
Ele afirma que ser dependente de drogas ou álcool é ter um problema progressivo, incurável e fatal, mesmo depois de passar por um tratamento. Por essa razão, depois de receber alta, é necessário precaução. A recomendação é “Evite a primeira dose”. Depois da recuperação, uma recaída pode não ter mais volta.
Os internos fazem atividades de laborterapia (trabalhos para reflexão) e espiritualidade (não-religião). “Algumas pessoas de grande poder aquisitivo chegam aqui e vão trabalhar pesado. É aí que eles percebem tudo o que perderam com a dependência”, explica o coordenador.
Para manter um interno, a família deve contribuir com R$ 300 e uma cesta básica ou com apenas R$ 350.

Co-dependência
Alexandre Grandi Leite ressalta que cada dependente cria em seu círculo de relacionamentos (família, amigos, patrões, etc.), um grande número de co-dependentes. Eles são pessoas próximas ao viciado, que deixam de dormir, de se concentrar no trabalho e abandonam suas vidas por causa do outro. “Elas também precisam ser tratadas”, avisa Leite. Para esses, o grupo mantém reuniões todas as segundas das 20h às 22h na Paróquia Cristo Rei, nas Laranjeiras. Quem quiser saber mais sobre os encontros pode contatar o GRARC.
Serviço: Para informações sobre internação e tratamentos o GRARC atende pelos telefones 3236.4435, 3221.4812 e 3222.8415.


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